enquanto o nevoeiro descia lentamente sobre o túmulo,
enquanto o corpo disputava os silêncios com a fome,
os olhos lutavam para camuflar os ventos e as vigílias,
sorriam, cheios de um vazio incendiado pela ausência,
sorriam desesperados como que à procura do espaço,
como se recordassem a língua e a serpente,
choravam secretamente a mentira agradável.


