não posso perdoar a poesia

quando me empurra

e faz o infinito parar-me na pele

ainda que a voz se cale

 

não sei como gritar

a geométrica terra

sem uma arma apontada

à face molhada das aves

 

não posso perdoar a poesia

ainda que a sombra seja apenas uma miragem

e a morte uma visão

de mar

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